Virar jogador de futebol

Em tempos de Copa do Mundo, onde os craques de todo o mundo são associados a uma verdadeira vitrine de marcas e polpudos patrocinadores, o sonho de qualquer jovem torcedor apaixonado é inevitável: por que não seguir os passos de Júlio César, Kaká, Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi e, mesmo se não puder se tornar o jogador de futebol mais rico do planeta, conseguir levar uma boa vida como atleta profissional, tornando-se referência do Corinthians, Flamengo ou, quem sabe, Milan ou Real Madrid?

Nesse quesito, o Brasil é um país privilegiado – para o bem ou para o mal. A expressão “celeiro de craques” faz todo sentido numa nação marcada por desigualdades econômicas, afinal uma bola de capotão custa bem pouco – de meia, menos ainda. O caminho entre o campo de várzea e a decisão de um campeonato, no entanto, é marcado por uma porção de “atravessadores”, munidos por um único interesse: ganhar dinheiro com o talento alheio. Então surgem notícias de garotos humildes, do interior do mundo, levados para atuar num time que não existe, sob condições de escravidão…

Mas… Tem receita? Nenhuma. Tudo o que se pode afirmar, além do óbvio talento com a pelota, diz respeito a um grupo de talentos recentes, lapidados à base de escolas de futebol ou treinamentos nas categorias de base. Todos têm em comum uma base familiar consistente e, principalmente, pouco ingênua: dificilmente caem na lábia de gente gananciosa sob o rótulo de “empresários”. Como em todas as engrenagens do esporte de alto nível, o futebol conta com bons profissionais em praticamente todas as etapas. Ao mesmo tempo, pode-se imagnar que a concorrência é gigantesca, e muitas vezes, injusta: todo grande clube realiza testes e peneiras, e mesmo grandes atletas foram reprovados em inúmeras delas. Persistência e dedicação combinam bem com profissionalismo e apoio em casa.

E o que mais? Filosoficamente, podemos dizer que a vida é um jogo, não acham? Repleto de desafios que precisam ser encarados, driblados… Muitos deles sequer conseguem ser retratados na ficção, como nos filmes “Boleiros” (1 e 2), “Gol”, “Linha de Passe”, entre outros. Agora, sem levar em conta a riqueza envolvida, convém lembrar que essa visão vem da péssima monocultura esportiva. Tanto o biotipo quanto a preferência de uma criança podem torná-lo um excelente atleta em diversas modalidades: natação, tênis, basquete, automobilismo… Na pior das hipóteses, se o corpo não gostar da idéia, talvez a melhor opção seja virar um “assessor de imprensa” ou “craque no videogame”, onde o esforço é outro.

9 thoughts on “Virar jogador de futebol

  1. pow quero ser jogador e ajuda minha familia perdi dois irmaos .. e até hj corro atraz disso sou muito bom jogador ja joguei em club mais pouco tempo quando conseguia uma vaguinha ali vinha empresario com jogadores e pagavam pra ficar e eu era mandado em bora mais continue firme e forte com deus comigo tenho só 16 anos faço 17 esse ano e preciso de alguem pra me ajudar (empresario,patrocinador ) alguem que me ajuda pelomenos sair daki e entar algo la fora obrigado que deus abençoe essa pessoa que estas lendo o que eu digo

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