Viajar ao Paraguai e virar sacoleiro

Feliz ano novo! Muito dinheiro e boas idéias para você em 2011 – ainda que algumas iniciativas não sejam exatamente inovadoras e recentes. Há anos, por exemplo, ouvimos falar em Ciudad del Leste e nas galerias (como a Lai Lai e a Americana), entre outros estabelecimentos à beira de Foz do Iguaçu. Por ali, diariamente, pessoas do Brasil inteiro repetem um ritual semelhante ao que se vê nas madrugadas em grandes centros como o Brás, Taguatinga ou Caruaru: enchem sacolas de produtos baratos para revender em seus comércios locais.

Os sacoleiros do Paraguai andavam sumidos do noticiário, até que os primeiros dias do ano trouxe a chamada “Lei dos Sacoleiros”, que pretende regularizar a vida de quem cruza a Ponte da Amizade: o cadastro de interessados permitirá a importação de mercadorias mediante o pagemento de 25% de impostos, acesso a crédito e facilidades na hora de adquirir mercadorias. A lei também fixou em R$ 110 mil o teto anual para importações – atualmente, qualquer consumidor pode gastar no máximo US$ 300 por viagem.

Será vantagem? Em tese, sim. A sensação de segurança, que já inexiste para boa parte dos heróicos sacoleiros cruzando estradas esburacadas em ônibus nem sempre em condições, aumenta diante de potenciais fiscalizações aduaneiras na rodovia que liga Foz do Iguaçu ao restante do Brasil. Especialmente levando em conta os vendedores acostumados a esse trajeto pelo oeste paranaense. Além disso, há uma boa oportunidade de regularização do seu negócio a partir da criação de uma microempresa com opção pelo Simples Nacional – requisito para entrar na lei.

Será desvantagem? Em parte. Quem quiser entrar no esquema terá que esquecer a revenda de fogos de artifícios, bebidas (inclusive alcoólicas), cigarros, medicamentos, produtos eletrônicos, entre outros bens com importação suspensa ou proibida no Brasil. Agora, com sinceridade: será mesmo que um camelô “roots” vai se preocupar em legalizar ou formalizar seu trabalho e simplesmente ignorar um dos mais comuns tipos de contrabando?

Sem contar armas, munições, carros… Mas enfim, aí já não estamos mais falando em sacoleiros, não?

3 thoughts on “Viajar ao Paraguai e virar sacoleiro

  1. PRETENDO ME TORNAR SACOLEIRO DE ROUPAS MATERIAIS ESCOLARES ETC… MAS PECISO DE MAIS INFORMAÇÕES COMO: QUEM VIAJA, DE ONDE SAI ONIBUS (JA QUE MORO NO RIO DE JANEIRO) QUEM SABE MANTER ALGUNS CONTATOS COM PESSOAS QUE JA VIAJAM, PORQUE EM NEGOCIO DE DINHEIRO VOCE TEM QUE PESQUISAR CONHECER OS PRÓS E CONTRAS DO RAMO EM QUE SE VAI INVESTIR PARA FAZER OS MELHORES NEGOCIOS. MEU NOME É GILSON, SOU UM SUJEITO AMIGO HONESTO E DO BEM

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