Usar SMS para marketing

Dias atrás ouvi a Rádio Bandeirantes e o locutor dizia que poderia ouvir as emissoras do grupo no meu smartphone ou blackberry. “Envie a palavra RADIO para 48069, acesse nosso link e baixe de graça o aplicativo Band Rádios para o seu celular”, dizia a propaganda. Enviei o SMS e recebi como resposta a mensagem: “Clique em www.eimobile.com.br/band e ouça as emissoras!”.

Mas puxa vida, por que a emissora não divulgou diretamente o link? Não seria mais fácil? Pode até ser, mas isso desestimularia o usuário a experimentar esta função no aparelho. Haja vista a promoção do “Torpedão Campeão”: são milhões de mensagens em busca de prêmios, ao custo de R$ 4 cada. O brasileiro está habituado a usar o SMS, não?

E isso é bom pra quem? Bom, se você tiver um produto ou serviço que possa criar algum tipo de interação com usuários num celular, o caminho do SMS é interessante: todos os aparelhos trabalham com esta função. O desafio é encontrar estratégias criativas, que motivem tanta gente a enviar seus torpedos: alertas, dicas, concursos, cupons promocionais… Ou mesmo um link, como o da Rádio Bandeirantes.

E o dinheiro, onde está? Lógico que alguém paga pelo envio de uma mensagem, e o custo normalmente fica com o consumidor. Muitas vezes, o preço desta mensagem é maior do que a de um simples torpedo – os centavos precisam ser divididos entre operadora, empresa contratante e a agência responsável por esta interface. Dependendo da estratégia, talvez nem valha a pena cobrar: o aplicativo de rádios, por exemplo, não é cobrado, segundo a emissora. Em compensação, os dividendos podem vir de uma oferta maior de aplicações.

Se bem que… Talvez valha mais a pena pensar em “abrir uma empresa” desse ramo…

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