Trabalhar na roça

Uma das observações mais evidentes que já ouvi é: o mundo não terá condições de produzir todos os bens de consumo necessários para a nossa sobrevivência. Nesse contexto, a saída para o homem acostumado com a vida urbana é ir para o campo, pra plantar, colher e consumir ou mesmo comercializar seus produtos.

Pessoalmente, quando criança, em contato com meus tios lá fora e com outros agricultores acostumados a uma vida simples e digna como colonos, sonhava em estudar agronomia e trabalhar na lavoura, criando gado, pescando… Entre outras atividades que, em tese, estão associadas a jornadas extensas, de sol a sol, munido de enxada e chapéu de palha.

Opa! Como assim? Incrível como crescemos com alguns estereótipos em mente, não? Propagandas como a do pobre plantador de mandioca, que é menosprezado por uma equipe de TV por causa de uma garrafona de cerveja, ou aquela que personifica um plantador como um pobre coitado simplório ao dizer, a qualquer um que passa em sua frente, que “é u inhame mais bunitu quieu já colhi”. Não tem nada a ver com a realidade.

Epa! Como assim? Profissionalismo é a palavra-chave também no campo. Não faz mais sentido imaginar produtividade sem investimentos, conhecimento técnico, equipamentos, troca de experiências, criatividade… Uma série de coisas que implicam em obstáculos complexos – especialmente pra quem costuma achar que é uma moleza. Lógico que, como uma carreira, é algo extremamente relevante e com futuro garantido. Quer dizer, pode ser que seja o único futuro.

One thought on “Trabalhar na roça

  1. Futuro garantido eu discordo, trabalho nisso porque não tenho opções, o medo de virar mendingo é demais. Isso que você falou aí é só para os ‘patrões’, empregado só ganha calo na mão, manchas no corpo, coluna fudid*, corpo dolorido, arranhões, machucados, cansaço, e todo o tipo de coisas relacionada a sofrimento. Agora o que você mencionou aí em cima está completamenta correto, mas 99% das pessoas que trabalham na roça é porque não tem outra escolha acredite nisso, trabalho nessa merda desde que tinha uns 10 anos, isso é triste demais, agora mesmo vou trabalhar catando limão. Belo post, até mais, sucessos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *