Não pense grande. Pense em todos

Escrever um textinho com o título “pense grande” esperando que as pessoas caiam aqui, lembrando que este é um mantra comum entre empreendedores, é uma tarefa impossível. Já buscou por “pense grande” no Google? São mais de dois milhões e meio de resultados indexados. É gente demais pensando grande – ou, diante da inflexão do tempo verbal, sugerindo isso.

Trata-se de um dos chavões mais exaustivamente repetidos por aí. Se os seus objetivos forem pequenos, você não vai a lugar algum; pensando em objetivos enormes, no entanto, pode ser que você os atinja – ou, se não rolar, ao menos você estará num estágio alto o suficiente para viver bem. Isso, claro, se você não continuar pensando grande: o “motor” dessa frase está no fato de nunca estar satisfeito com o que se faz hoje.

E o que isso significa? Pensar grande não quer dizer imaginar um prédio ou uma montanha. A metáfora refere-se a um misto de criatividade e empenho. Isto é, desde a elaboração e o pllanejamento de uma ação até a busca incessante por sua realização. Instrumentos necessários para chegar ao topo… Do prédio ou da montanha, onde o cume ou a cobertura representam o sucesso.

E isso é bom? Há quem diga que não. Basta lembrarmos do bom e velho Lavoisier: no mundo nada se cria, tudo se transforma. Isso quer dizer que, enquanto um enriquece muito por pensar grande, outro empobrece. É o equilíbrio natural das coisas: não adianta todos pensarem grande, pois não há sustentabilidade sem que o “grande” seja substituído por algo de caráter coletivo, humano. Melhor, não?

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