Fazer análises combinatórias de loterias

Tenho um tio que, durante minha infância, insistia num assunto: eu devia presenteeá-lo com algum livro ou publicação que pudesse oferecer estatísticas completas dos números da loteria – naquela época, basicamente a Loto, atual Quina. Eram tempos sem Internet, softwares populares, entre outros recursos facilmente encontrados pelo Google.

Se o mesmo pedido fosse feito hoje, tanto meu tio quanto outro interessado ficaria fascinado com a quantidade de informação que a rede oferece. Além de planilhas com todos os resultados dos concursos, disponíveis no próprio site da Caixa, fóruns e grupos de pesquisa debruçam sobre a matemática, desvendando mistérios por trás de probabilidades e análises combinatórias.

Softwares e conceitos – Uma busca por sites especializados irá desenvolver o conceito de fechamentos e desdobramentos, parametrizados a partir de quatro variáveis: seleção de dezenas, tamanho do grupo, a garantia de acertos em um grupo e a condição (números sorteados). É um pouco complexo, mas não faltam tutoriais – além de um software para os iniciados, o Cologa. Apostar por meio desta técnica, desde que se compreenda, parece mais interessante.

Isso garante algo? – Se estiver entusiasmado com as possibilidades em investigar concursos passados, elaborar filtros, listas, escolhas de dezenas mais ou menos frequentes, entre outras análises, reproduzo um parágrafo do manual do Cologa, escrito pelo autor do software, Guy Novaes: “se você comparar resultados passados para escolher os números ou filtrando possibilidades segundo seu ponto de vista, isso não representa nada. Essa é mais uma escolha aleatória, assim como um sorteio feito pelo computador”.

A questão é: softwares certamente lhe darão mais chances de acertar combinações, mas eles não garantem nada. A sorte, como no slogan, permanece lançada para todos.

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