Faturar com a chuva e enchentes

Pode parecer um texto totalmente “espírito de porco”, afinal de contas, a situação ideal – especialmente para paulistanos acostumados ao noticiário de janeiro – seria convivermos pacificamente com a água, sem riscos de áreas impermeabilizadas ou bueiros entupidos de lixo. Sem falar nas histórias mais trágicas em situações como estas: moradores de áreas de risco, sem ter para onde ir, correm o risco de perder tudo em poucas horas.

Ainda assim, situações adversas também podem representar oportunidades para empreendedores diversos. A começar pelos ambulantes que, sabemos, surgem do nada, como se estivessem “brotando”, oferecendo seus produtos aos motoristas parados no trânsito. Ah sim, existem ainda aqueles moradores próximos a áreas potencialmente alagáveis, prontos para empurrar carros presos na água…

Mexer com proteção – Navegando pelo site do programa Pequenas Empresas Grandes Negócios, vi a história de dois empresários: os primeiros, para competirem com os guarda-chuvas importados da China, passaram a fabricar produtos para empresas; os segundos investiram em abrigos, capas e jaquetas de nailon e PVC. Ambos são produtos imprescindíveis para quem convive com o mau tempo – em São Paulo, onde o clima é absurdamente doido, são itens obrigatórios.

Mexer com lixo – Outra necessidade que precisa ser enfrentada diante do problema das enchentes em São Paulo diz respeito a coleta e reciclagem do lixo. São mínimas as ações de coleta seletiva, responsabilidade ambiental de empresas e comerciantes… Sem falar no idiota que joga qualquer saquinho plástico da janela do ônibus. Na semana que a cidade recebeu 80% das chuvas esperadas para Janeiro, o prefeito Kassab apertou os comerciantes do centro: todos deverão contratar empresas privadas para gerenciar o problema. Agir diante do desafio pode representar não apenas um bom negócio, mas nossa sobrevivência.

Se você, como eu, não tem nenhuma veia empreendedora, provavelmente deve estar pensando: “quando será o dia que sairemos dessa cidade caótica”?.

Em tempo: esse texto foi escrito antes das tragédias que atingiram a região serrana do Rio. Deixe de lado sua ambição e veja aqui como ajudá-los como puder.

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