Fabricar sua própria coca-cola

“E se eu soubesse a fórmula da Coca-Cola, fizesse uma fabriqueta na garagem e faturasse uma graninha?”. Parece idiotice – e, no fundo, é. A receita original, patenteada em 1893 em Atlanta, está guardada a sete chaves num cofre em Atlanta, no museu da empresa. Mais do que isso: mesmo com equipamentos adequados, capazes de reconhecer os componentes de qualquer solução, alguns destes podem ser difíceis de identificar com exatidão – o que seria, por exemplo, “essência de limão”?

Um estudo publicado pela revista Mundo Estranho, qualquer um que desejar se aventurar na missão vai ter que desembolsar alguns milhões de dólares, a fundo perdido, para criar um clone da Coca-Cola. Mesmo que você conheça a fórmula, há um outro detalhe bobo: se fizer exatamente igual, terá que enfrentar a Coca-Cola na Justiça em um potencial processo contra pirataria…

O que eu preciso saber? – Um texto apócrifo, que circula pela Internet há anos (assinado por um cidadão que “trabalhou para produzir o Guaraná Golly”) revela uma infinidade de estratégias duras (e que fazem sentido) sobre a produção industrial de bebidas. A parte que não dá para desconfiar é a que trata dos requisitos: “aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões, aprovações e muito etc. e tal. Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas para PC para cálculo da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso muda os valores e o sabor”. Com qualquer fórmula na mão, é interessante saber dessas coisas.

Mas não tem alternativa? – Lógico que tem. O mundo seria horrível se só existisse a Coca-Cola no mundo. Felizmente, há uma infinidade deliciosa e refrescante de refrigerantes, tubaínas, sodas, entre outras opções. O mais divertido é perceber que, com alguns conhecimentos, é possível criar o seu próprio refrigerante – como o proposto por
Cory Doctorow, entusiasta do código aberto, há pouco mais de dez anos, ao lançar a OpenCola: uma receita livre e que pode ser modificada à vontade.

Assim, a ideia da fabriqueta na garagem ganha nova força, desde que haja alguma criatividade. Pra quê Coca-Cola, se posso ser diferente?

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