Abrir um sebo ou uma livraria

“Já não tem mais nenhum espaço para guardar livros nesta casa”. Minha mãe está de saco cheio de olhar para todos os cantos e encontrar pilhas de publicações dos mais variados temas… Nas estantes, uma infinidade de páginas capazes de nos levar para universos quase infinitos… Enfim, sou um apaixonado por livros.

Mas não tanto quanto livreiros brasileiros famosos, como Messias Coelho, do mais famoso sebo de São Paulo, ou ainda Rui Campos, dono da sensacional Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro. Todos eles comemoram números bastante alvissareiros: com o aquecimento da economia, nunca se vendeu tanto livro no Brasil.

Como começar? Certamente a primeira coisa a pensar é exatamente o que me leva a uma boa loja de livros: espero encontrar um vendedor que atue praticamente como consultor, indicando autores, sugestões, itens relacionados… Pode até usar o Google, mas não apenas ele. Variedade de títulos também é fundamental (15 mil é um mínimo bem aceitável). Outro complicador é que, apesar da seleta clientela, a maior fonte de faturamento de algumas das grandes lojas modernas são artigos de papelaria, livros e materiais escolares, produtos audiovisuais, entre outros frufrus. Talvez uma forma de compensar isso esteja na realização de eventos culturais – palestras, shows, encontros, noites de autógrafo, entre outros.

E depois? Bom, o mais complexo, ao menos no meu ponto de vista, é ter um investimento inicial (algo como R$ 200 mil), capaz de garantir um bom espaço e ambiente agradável para os amantes da leitura. Independente da presença de lançamentos, ainda me anima a idéia de especializar em livros antigos e raros: garimpar edições, catalogá-las, avaliá-las e disponibilizá-las para o público. A rede auxilia o trabalho de muitos destes livreiros, graças a iniciativas como a Estante Virtual.

Fica aqui o registro para um futuro, ainda incerto mas promissor.

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